– Eu gosto do jeito que tu escreves, sempre em primeira pessoa.
– Mas tu sabes que nem tudo é autobiográfico, né?
– Sim, imaginei.
– Boa parte não é, na verdade. Em geral é algo que outra pessoa me contou ou eu vi em algum lugar, sei lá.
– Mas essa sensação de que tudo aconteceu contigo parece que traz teus textos pra muito mais perto da gente.
– Hm… faz sentido…
– Não sei, é como se você fosse observadora da própria vida, sabe?
– Ah, eu sou. Não só da minha vida, mas da vida dos outros também. Não que eu seja fofoqueira, Deus me livre hahaha A questão é que as ideias vem de pessoas conhecidas, desconhecidas, reais, ficcionais… tudo vira história, tudo vira texto.
– E é bonito isso. Eu gosto do jeito que tu vês as coisas e fala delas. Gosto de ver a vida pelo teu ponto de vista, com as tuas lentes.