É que uma parte de mim morreu naqueles dias, mas não é assim triste apesar de parecer.
Morreu em mim a parte que se via presa em si mesma, desconectada do entorno e que não se encontrava em lugar nenhum.
E insisto que não, não é triste, porque sempre que uma parte nossa morre, outra renasce.
Agora me vejo em todos os lugares, me espalho pela cidade sem medo de ser vista e me reconheço nessa outra partezinha, agora renascida, reencontrada, que finalmente tem espaço para ser o que queria. Parou de se esconder.
Me pergunto quantas vezes ainda vou ter a chance morrer e renascer na mesma vida. Muitas, espero. Porque antes desses pequenos lutos eu é que era sempre muito pequena, perdida… e a cada novo ciclo fui ficando maior, mais plural.
Luto é verbo, e também o fim de um ciclo. Deixei de lutar lutos perdidos e finalmente aprendi que para saber ficar é preciso aprender a deixar ir